
Técnica
Pancadas, pegas, trabalho de pés, jogo de paredes
Guias detalhados sobre todas as pancadas do padel, pegas, trabalho de pés e técnica de jogo com as paredes.

Pancadas, pegas, trabalho de pés, jogo de paredes
Guias detalhados sobre todas as pancadas do padel, pegas, trabalho de pés e técnica de jogo com as paredes.
A empunhadura determina a qualidade de cada pancada no padel. Escolher a empunhadura correta para cada situação é a base de um jogo consistente e versátil.
A empunhadura é o ponto de ligação entre o jogador e a raquete. A forma como segura a raquete determina o ângulo da superfície de batida, o grau de controlo da bola e a variedade de pancadas disponíveis. Uma empunhadura incorreta limita as capacidades técnicas e pode levar a lesões no pulso.
No padel, ao contrário do ténis, as transições entre pancadas acontecem mais rapidamente devido ao campo compacto. Isto torna uma empunhadura versátil especialmente valiosa — permite reagir à bola sem ajustes desnecessários da raquete. A maioria dos jogadores profissionais utiliza a empunhadura continental como padrão e só muda para outras em pancadas específicas.
A empunhadura continental é a mais importante e versátil no padel. É utilizada na grande maioria das pancadas: vóleis, bandeja, víbora, smash e serviço.
Como encontrar a empunhadura continental:
Existem dois métodos simples:
Com a empunhadura continental, a articulação base do indicador (a zona em V entre o polegar e o indicador) assenta no bisel superior do punho. A raquete repousa nos dedos, não apertada no fundo da palma.
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] Se está a começar a jogar padel, domine primeiro a empunhadura continental. Cobre 70–80% das situações de jogo e, no início, pode jogar apenas com ela.
Utilizada para:
A empunhadura eastern de direita é utilizada para pancadas de fundo de direita — drives e direitas a partir da linha de fundo. Proporciona uma face da raquete mais plana, o que gera mais potência nas pancadas de trás do campo.
Como encontrar a empunhadura eastern de direita:
A partir da empunhadura continental, rode a raquete um quarto de volta no sentido dos ponteiros do relógio (para destros). A articulação base do indicador desloca-se para o bisel direito do punho. A palma acaba quase paralela à superfície de batida da raquete.
Utilizada para:
A empunhadura semi-western é uma empunhadura avançada para jogadores que procuram adicionar mais efeito ao seu arsenal. A raquete é rodada ainda mais do que na eastern, e a superfície de batida inclina-se mais significativamente.
Como encontrar a empunhadura semi-western:
A partir da empunhadura eastern, faça outro quarto de volta. A articulação base do indicador move-se para o bisel inferior do punho. O pulso ficará numa posição mais fechada.
Utilizada para:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] A empunhadura semi-western requer significativamente mais mobilidade do pulso. Recomenda-se aos iniciantes que dominem primeiro as empunhaduras continental e eastern com confiança antes de experimentar a semi-western.
Num jogo real, será necessário mudar de empunhadura entre pancadas. Esta é uma das competências mais desafiantes para iniciantes, mas torna-se automática com a prática.
Princípios das mudanças de empunhadura:
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☕ Apoiar no Ko-fiA movimentação é a base invisível de cada pancada no padel. Um bom deslocamento permite chegar sempre ao sítio certo no campo e executar pancadas a partir de uma posição ideal.
O padel é um jogo de posicionamento, não de força bruta. Mesmo uma técnica de pancada perfeita é inútil se não se chegou à posição correta. Num campo compacto de 10 por 20 metros, os deslocamentos são mais curtos do que no ténis, mas acontecem com muito mais frequência e requerem maior precisão.
Uma boa movimentação resolve vários problemas simultaneamente: chegar à posição ideal para cada pancada, manter o equilíbrio durante o contacto com a bola, recuperar rapidamente após as pancadas e controlar as zonas do campo em conjunto com o parceiro. Segundo estimativas de treinadores, 80% dos erros cometidos por iniciantes estão relacionados não com a técnica das mãos, mas com o posicionamento incorreto dos pés.
O split-step é o elemento fundamental de prontidão — um pequeno salto no lugar executado antes de cada pancada do adversário. É a pedra angular de toda a movimentação no padel.
Como executar:
O split-step ativa os músculos das pernas e permite uma reação instantânea à direção da bola. Sem ele, ficará “preso” no lugar e chegará consistentemente atrasado à bola.
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] O split-step é um hábito que deve ser construído conscientemente. No início, diga “hop” cada vez que o adversário bate na bola e salte simultaneamente. Após algumas sessões de treino, tornar-se-á automático.
O deslocamento lateral é a forma principal de se movimentar no padel. Desloca-se com passos laterais ao longo da rede ou da parede de fundo, mantendo-se de frente para o adversário.
Técnica dos passos laterais:
Regra fundamental: evite passos cruzados durante o deslocamento lateral na rede. Pés cruzados roubam equilíbrio e a capacidade de reagir instantaneamente a uma pancada. Os passos cruzados só são aceitáveis durante corridas longas para a parede de fundo quando é necessário cobrir uma grande distância.
O movimento para a frente em direção à rede é um dos deslocamentos táticos mais importantes. Após uma pancada de qualidade (um lob profundo, um drive preciso), o jogador e o parceiro devem avançar e ocupar uma posição de ataque na rede.
Como se aproximar da rede corretamente:
Um erro comum é aproximar-se da rede após uma pancada fraca. Se a pancada não exerceu pressão sobre o adversário, avançar terá o efeito contrário: será forçado a jogar de uma posição desconfortável.
O recuo é uma competência não menos importante do que avançar. Quando os adversários enviam um lob profundo ou uma bola alta, é necessário recuar para a parede de fundo rapidamente.
Técnica de recuo:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] Ao recuar, o erro mais comum é tentar bater enquanto corre de costas para a rede. É preferível correr para além da bola, parar, virar-se e bater de uma posição equilibrada.
Posicionamento após o recuo:
Se foi forçado a recuar, posicione-se atrás da linha de serviço (aproximadamente 1,8–2,5 m da parede de fundo). Isto dá tempo de reação e espaço para utilizar as paredes. Não fique preso na “terra de ninguém” entre a linha de serviço e a rede — esta é a posição mais vulnerável no campo.
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☕ Apoiar no Ko-fiO serviço no padel não é uma arma para ganhar o ponto instantaneamente, mas uma ferramenta tática que define o tom do peloteo. Dominar diferentes tipos de serviço permite controlar a abertura de cada ponto e criar situações desconfortáveis para o adversário.
No ténis, o serviço pode ser um golpe decisivo — um ás que ganha o ponto diretamente. No padel, a situação é fundamentalmente diferente. De acordo com as regras, a bola deve ser batida após ressaltar no chão à altura da cintura ou abaixo, e as paredes atrás do recebedor permitem-lhe devolver até uma bola potente. O serviço no padel é, portanto, um iniciador tático, não uma arma.
Um bom serviço cumpre três objetivos:
O serviço plano é a opção mais simples e um bom ponto de partida para aprender a técnica de serviço.
Técnica:
Quando utilizar:
Características: a bola viaja numa trajetória previsível com um ressalto direto que é confortável para o recebedor. Por esta razão, o serviço plano é raramente utilizado como opção principal nos níveis intermédio e avançado.
O serviço cortado é o tipo de serviço dominante no padel profissional. [NÃO VERIFICADO] Segundo várias estimativas, até 70% dos serviços ao nível profissional são executados com slice.
Técnica:
Quando utilizar:
Características: a bola desvia lateralmente após o ressalto, frequentemente para o vidro. O recebedor é forçado a jogar de uma posição desconfortável ou a jogar a bola após o ressalto na parede, dando ao par que serve tempo extra para chegar à rede.
O serviço kick é uma opção mais agressiva que cria um ressalto alto e pressiona o recebedor.
Técnica:
Quando utilizar:
Características: requer boa técnica e trabalho de pulso. A bola viaja mais lentamente do que um slice mas “salta” no ressalto. O recebedor tem dificuldade em produzir uma devolução agressiva porque a bola chega a uma altura desconfortável.
O serviço ao corpo não é um tipo de efeito separado, mas uma direção tática. A bola é direcionada diretamente ao corpo do recebedor, para a zona entre a direita e a esquerda.
Técnica:
Quando utilizar:
Características: o recebedor não consegue decidir rapidamente se deve jogar de direita ou de esquerda, resultando numa devolução fraca ou tardia. O serviço ao corpo é particularmente eficaz em momentos cruciais (break point, set point).
| Característica | Flat | Slice | Kick (Topspin) | Ao Corpo |
|---|---|---|---|---|
| Efeito | Mínimo | Sidespin + underspin | Topspin | Qualquer |
| Velocidade | Alta | Média | Média-baixa | Depende do tipo |
| Dificuldade de execução | Baixa | Média | Alta | Média |
| Altura do ressalto | Média | Baixa | Alta | Depende do tipo |
| Utilização (nível profissional) | ~10% | ~60–70% | ~10–15% | ~10–15% |
| Melhor situação | Segundo serviço | Serviço principal | Para a esquerda | Momentos cruciais |
O campo do recebedor divide-se em três zonas-alvo:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] Um serviço eficaz constrói-se sobre a imprevisibilidade. Combinações recomendadas:
Após o serviço, a tarefa é chegar à rede juntamente com o parceiro o mais rapidamente possível. Um bom serviço é aquele que dá tempo para 3–4 passos em frente antes da devolução do adversário.
Servir com demasiada força. No padel, a velocidade do serviço importa menos do que a colocação e o efeito. Um serviço plano potente vai ressaltar na parede e voltar ao adversário a uma altura confortável.
Falta de pé. Ambos os pés do servidor devem estar atrás da linha de serviço, com pelo menos um pé no chão no momento do contacto. Pisar a linha significa perder o serviço.
Padrão previsível. Servir para a mesma zona com o mesmo efeito é uma prenda para o adversário. Varie tanto o tipo como a direção.
Não subir à rede. Um serviço sem um movimento subsequente para a frente perde metade da sua eficácia. Sirva e avance para a rede.
Negligenciar o segundo serviço. O primeiro serviço pode ser agressivo, mas o segundo deve ser fiável. Uma dupla falta é um ponto oferecido ao adversário.
Bola largada demasiado alto. De acordo com as regras da FIP, a bola é batida após ressaltar no chão à altura da cintura ou abaixo. Uma bola largada demasiado alto dificulta o timing e o controlo.
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☕ Apoiar no Ko-fiA devolução de serviço é a primeira pancada do par que recebe num peloteo. É um momento em que pode tomar a iniciativa, avançar para a rede e virar o peloteo a seu favor.
Foto por Fakhar Imam no Unsplash
De acordo com as regras do padel, a devolução tem vários requisitos específicos:
A posição ideal é aproximadamente 1 metro atrás da linha de serviço:
O parceiro do recebedor posiciona-se na mesma linha — ambos atrás. Após a devolução, ambos avançam para a rede em conjunto, como descrito nas posições básicas.
Uma pancada suave e alta que envia a bola por cima das cabeças dos adversários em direção à parede de fundo:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] Para iniciantes, o lob é a opção de devolução mais segura. Se não tem a certeza do que fazer — faça um lob. É melhor do que um erro.
Uma pancada baixa e suave direcionada aos pés do adversário:
| Situação | Lob | Chiquita |
|---|---|---|
| Adversários colados à rede | ✓ Empurra-os para trás | ✗ Vão intercetar |
| Adversários recuaram | ✗ Ineficaz | ✓ Bola aos seus pés |
| Sem certeza do que fazer | ✓ Mais seguro | ✗ Risco de erro |
| Quer subir à rede | Possível | ✓ Ideal |
Princípio fundamental: alterne. Se faz sempre lob, os adversários deixam de se aproximar da rede. Se joga sempre a chiquita, estarão à espera. A imprevisibilidade é a sua arma.
Manter a bola em jogo importa mais do que a qualidade da pancada.
Um erro na devolução é um ponto oferecido. Uma devolução fraca é melhor do que uma tentativa bonita para a rede. O par que serve recebeu o seu serviço gratuitamente — não lhes ofereça também o ponto.
Bater com demasiada força. Perda de controlo; a bola ressalta nas paredes adversárias a uma altura confortável. Concentre-se na colocação.
Ficar encostado à parede. A bola encosta-o ao vidro sem espaço. Posicione-se 1 m atrás da linha de serviço.
Não avançar após a devolução. Uma devolução sem subida à rede é uma oportunidade perdida. Após a pancada — avance.
Tentar “matar” a bola. Uma devolução agressiva é a causa mais comum de erros na receção. Controlo, não potência.
Ignorar o parceiro. Ambos os jogadores devem avançar para a rede em sincronia. Se avança mas o seu parceiro fica atrás, forma-se uma brecha.
Sempre a mesma pancada. Se os adversários conhecem a sua devolução — estão preparados. Alterne lobs, chiquitas e devoluções planas.
Devolução → subida à rede. O parceiro serve, devolve com um lob e avança imediatamente para a rede. O parceiro joga uma resposta — faz um vólei. 10 peloteos.
Alternância lob/chiquita. O parceiro serve. Devolva os serviços pares com um lob, os ímpares com uma chiquita. Objetivo: transição confiante entre as pancadas.
Devolução para alvo. Coloque um cone na linha de fundo adversária (para lobs) e a 2 m atrás da rede (para chiquitas). Objetivo: 6 em 10 bolas a menos de 1 m do alvo.
Peloteos de jogo. 2 contra 2, foco na devolução: o par que recebe conta quantos peloteos ganha após a devolução. Objetivo: ganhar 40%+ dos peloteos na receção.
A luz é gratuita. Mas alguém tem de limpar a lanterna.
☕ Apoiar no Ko-fiO vólei é uma pancada executada antes de a bola ressaltar no chão, tipicamente jogada junto à rede. É uma das pancadas mais importantes e frequentes no padel, determinando o controlo do peloteo e a dominância no campo.
Um vólei é uma pancada que contacta a bola antes de esta tocar no chão. É jogado mais frequentemente a partir da posição na rede, quando um par controla a zona frontal do campo. Ao contrário do ténis, onde o vólei é apenas uma de muitas ferramentas, no padel é a base do jogo: o par que mantém a posição na rede tem uma vantagem significativa no peloteo.
O vólei é utilizado nas seguintes situações:
A preparação correta para o vólei começa com a posição de prontidão:
Técnica do vólei de direita (lado direito para destros):
Preparação. A partir da posição de prontidão, execute um split-step. Ao determinar que a bola vem para a sua direita, rode os ombros e leve a raquete atrás — movimento curto, não além do nível do ombro. O armamento é mínimo.
Passo em frente. Avance com o pé esquerdo (para destros) para a frente e em direção à bola. A transferência de peso do pé de trás para o da frente acrescenta profundidade e controlo à pancada.
Contacto. Encontre a bola à sua frente, a uma altura entre o ombro e a cintura. A face da raquete está ligeiramente aberta — isto confere uma pequena quantidade de backspin e controlo. O pulso está firme; a pancada é executada com todo o braço a mover-se a partir do ombro.
Acompanhamento. Após o contacto, a raquete continua num movimento curto para a frente e ligeiramente para baixo. Não é necessário um acompanhamento longo — o vólei é uma pancada compacta e controlada.
Recuperação. Volte imediatamente a raquete à posição de prontidão à frente do peito.
Técnica do vólei de esquerda (lado esquerdo para destros):
Preparação. Split-step, rotação dos ombros para a esquerda. A mão de apoio no colo da raquete ajuda a guiar a raquete para trás. O armamento é ainda mais curto do que na direita.
Passo em frente. O pé direito (para destros) avança para encontrar a bola. O corpo mantém-se de lado em relação à rede.
Contacto. O ponto de contacto é à sua frente, ligeiramente à esquerda do centro do corpo. A face da raquete está ligeiramente aberta. Na esquerda, a firmeza do pulso é especialmente crítica — qualquer “colapso” leva à perda de controlo.
Acompanhamento. Um movimento curto para a frente. Não rode o corpo — o vólei de esquerda é executado com um movimento compacto de bloqueio.
Recuperação. A raquete regressa à posição à frente do peito.
| Parâmetro | Vólei de Direita | Vólei de Esquerda |
|---|---|---|
| Passo em frente | Pé esquerdo (destro) | Pé direito (destro) |
| Amplitude do armamento | Curto | Muito curto |
| Ponto de contacto | À frente, lado direito | À frente, lado esquerdo |
| Dificuldade típica | Moderada | Superior (lado mais fraco para a maioria dos jogadores) |
O vólei cortado é uma variação com backspin pronunciado. É utilizado para controlar o ritmo do peloteo e dificultar o ataque do adversário.
Diferenças em relação ao vólei básico:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] O vólei cortado é o tipo de vólei principal no padel profissional. Os vóleis planos são utilizados com muito menos frequência, pois o backspin proporciona melhor controlo e dificulta o contra-ataque dos adversários.
Para onde direcionar o vólei é tão importante como a forma de o executar. Princípios táticos fundamentais:
Vólei-vólei na rede. Dois jogadores posicionam-se em lados opostos da rede, a 2–3 metros de distância, trocando vóleis. Objetivo: 30 pancadas seguidas sem erro. Comece lentamente e aumente gradualmente o ritmo.
Alternância direita/esquerda. Um parceiro alimenta bolas alternadamente para o lado direito e esquerdo. Responda com vóleis, apontando a uma zona designada. Séries de 20 bolas, depois troque de funções.
Vólei com aproximação. Comece a partir da linha de serviço e dê um passo em direção à rede a cada vólei. Isto desenvolve a capacidade de se aproximar da rede mantendo o controlo da bola.
Vólei sob pressão (2 contra 1). Dois jogadores junto à parede de fundo enviam bolas para um jogador na rede. O jogador na rede responde com vóleis, escolhendo a direção. O exercício desenvolve a velocidade de reação e a tomada de decisão.
Armamento demasiado longo. O vólei não é um groundstroke. Um armamento longo custa tempo e reduz o controlo. A raquete deve “esperar” pela bola à sua frente, não recuar como se preparasse uma pancada de fundo.
Ponto de contacto atrás do corpo. Se o ponto de contacto fica ao lado ou atrás do corpo, a pancada perde potência e precisão. Esforce-se sempre por encontrar a bola à sua frente.
Pulso solto. Durante um vólei, o pulso deve estar firme. Um pulso “mole” faz com que a face da raquete ceda no contacto, enviando a bola em direções imprevisíveis.
Baixar a raquete entre pancadas. Entre vóleis, a raquete deve permanecer à altura do peito. Se baixar para a cintura ou abaixo, não terá tempo de se preparar para a bola seguinte.
Ficar parado. O vólei exige movimento constante: split-step, passo em direção à bola, recuperação. Uma posição estática na rede torna-o um alvo fácil para um lob.
A luz é gratuita. Mas alguém tem de limpar a lanterna.
☕ Apoiar no Ko-fiA esquerda é a pancada mais fraca para a maioria dos jogadores de padel. Estatisticamente, o vólei de esquerda produz 17,6% dos erros não forçados — mais do que qualquer outra pancada. Mas pode ser melhorada.
Foto por Pablo Merchán Montes no Unsplash
No padel, a maioria das bolas viaja pelo centro do campo. Se joga do lado direito, a esquerda é a sua pancada principal. Mesmo no lado esquerdo, precisa da esquerda para defesa e jogo com as paredes.
Os pares que perdem cometem mais erros não forçados na esquerda do que em qualquer outra pancada (PMC, 2024).
Bola abaixo da cintura — bata-lhe de forma plana.
Bater apenas com o braço, sem rotação do corpo. O corpo = potência e controlo.
Bola acima da cintura — utilize o slice. Um slice cruzado contra o vidro lateral produz ressaltos baixos e deslizantes.
Sem rotação do corpo. Bater apenas com o braço, sem os ombros, custa potência e controlo.
O pulso cede no contacto. O pulso deve permanecer estável. Sempre.
Ponto de contacto errado. Demasiado à frente ou demasiado perto do corpo. Ideal: ligeiramente à frente da anca.
Não utilizar a mão não dominante. A mão esquerda (para destros) deve auxiliar na rotação do corpo e na preparação.
Bater cedo por desconforto. Os iniciantes batem na bola demasiado cedo porque se sentem desconfortáveis — isto rouba potência à pancada.
Esquerdas cruzadas. Ambos os parceiros batem apenas de esquerda, na diagonal. Objetivo: 10 bolas consecutivas sem erro.
Alternância na parede. A 3 metros da parede, alterne entre direita e esquerda. 5 minutos sem parar.
Apenas esquerda. O parceiro alimenta todas as bolas para a esquerda. 3 séries de 15 bolas, com foco na técnica.
Vóleis rápidos. O parceiro alimenta bolas alternadamente para a direita e esquerda na rede. Objetivo: transição suave.
Esquerda a partir da parede de fundo. O parceiro bate bolas contra a parede de fundo; jogue de esquerda após o ressalto. 10 bolas.
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☕ Apoiar no Ko-fiA bandeja é uma pancada aérea defensiva no padel, executada quando o jogador recua da rede. Permite neutralizar os lobs dos adversários enquanto se mantém a posição na rede, sem agressividade excessiva.
A bandeja é uma das pancadas aéreas mais frequentemente utilizadas no padel. Aplica-se quando os adversários enviam um lob (globo) de altura e profundidade médias e o jogador está posicionado na rede ou na zona de transição entre a rede e a linha de serviço.
Situações principais para a bandeja:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] Os jogadores profissionais utilizam a bandeja com muito mais frequência do que o smash. Segundo estimativas de treinadores, a proporção bandeja-smash num jogo médio pode atingir 3:1 ou mesmo 4:1. Isto sublinha a natureza defensiva do padel enquanto desporto.
A bandeja utiliza uma empunhadura continental — a mesma empunhadura usada para serviços, vóleis e a maioria das pancadas aéreas no padel. Imagine pegar na raquete como um martelo: o espaço em V entre o polegar e o indicador assenta no bisel superior do punho.
A empunhadura continental proporciona:
Para mais informações sobre empunhaduras, consulte Empunhaduras da Raquete de Padel.
A movimentação correta é a base de uma bandeja bem-sucedida:
Trajetória da Bandeja
A bandeja tem uma trajetória característica que a distingue do smash e da víbora:
Bater demasiado plano. Sem slice, a bola ressalta alto no chão e na parede, dando aos adversários uma bola confortável para atacar. Aplique sempre slice.
Perder a posição na rede. Muitos jogadores ficam atrás após a bandeja em vez de recuperarem para a rede. A bandeja é uma pancada desenhada para manter a posição dominante — não abdique desta vantagem.
Demasiada potência. A bandeja não é uma pancada agressiva. Tentar bater com força máxima leva à perda de controlo e precisão. Foque-se na colocação da bola e no slice, não na potência.
Bater numa posição desconfortável. Se a bola passou demasiado para trás, não force uma bandeja — mude para outra pancada (como um lob) e reconstrua a sua posição.
Ponto de contacto incorreto. Bater atrás da cabeça ou demasiado baixo reduz o controlo e a eficácia do slice. Procure sempre encontrar a bola à frente.
A bandeja é frequentemente confundida com a víbora, mas existem diferenças fundamentais:
| Característica | Bandeja | Víbora |
|---|---|---|
| Objetivo | Defesa, controlo | Ataque, pressão |
| Efeito | Backspin (slice) | Sidespin |
| Trajetória | Arco alto | Mais plana |
| Ressalto na parede | Baixo, “cola” | Contra o vidro lateral |
| Dificuldade | Intermédio | Intermédio-avançado |
Bandeja ao alvo. Coloque cones ou alvos no terço traseiro do campo. Um parceiro alimenta bolas por cima e o jogador executa bandejas visando a zona-alvo. Comece com séries de 10, visando 7+ no alvo.
Bandeja com recuperação. Execute uma bandeja, depois dê 3-4 passos rápidos em direção à rede e jogue um vólei. Isto constrói o hábito de recuperar para a rede após cada pancada aérea.
Peloteo lob-bandeja. Um jogador na parede de fundo bate apenas lobs; o outro na rede responde apenas com bandejas. Trocar de papéis a cada 5 minutos.
Controlo de profundidade. Divida a zona traseira do campo em três zonas. Pratique bandejas para cada zona: curta, média e profunda. Isto desenvolve a perceção de distância.
Bandeja sob pressão. Em situação de jogo 2v2, combinem responder a todos os lobs apenas com bandejas (sem smashes). Isto obriga a aperfeiçoar a técnica em condições reais de jogo.
Todo o nosso conhecimento é gratuito. Criá-lo não é.
☕ Apoiar no Ko-fiO smash (remate) é a pancada aérea mais agressiva no padel, desenhada para ganhar o ponto diretamente. Inclui várias variações: o smash plano, X3 (a bola sai pelo vidro lateral) e X4 (a bola ultrapassa a parede de fundo de 4 metros).
O smash é o golpe de finalização no padel, aplicado quando a situação permite ganhar o ponto com uma única pancada. Ao contrário da bandeja e da víbora, o smash é uma pancada totalmente comprometida com potência máxima.
Situações para o smash:
Segundo a investigação da PadelMBA, aproximadamente 25,9% dos pontos no padel profissional são finalizados com smashes. Isto torna o smash a pancada de finalização mais produtiva no desporto.
O smash utiliza uma empunhadura continental — a empunhadura universal para todas as pancadas aéreas no padel. Uma pressão ligeiramente mais firme é aceitável em comparação com a bandeja, uma vez que a pancada requer transferência máxima de energia para a bola.
Para mais informações sobre empunhaduras, consulte Empunhaduras da Raquete de Padel.
A movimentação durante o smash é criticamente importante — um mau posicionamento anula toda a potência da pancada:
Para mais informações sobre movimentação, consulte Movimentação no Padel.
Trajetória do Remate (Smash)
A variante básica do smash:
Uma variação avançada:
A pancada mais espetacular no padel:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] O X4 é uma pancada extremamente espetacular mas arriscada. Mesmo ao nível profissional, representa uma percentagem relativamente pequena do total de smashes. Para a maioria dos jogadores, o smash plano e o X3 são muito mais fiáveis e devem ser a prioridade no treino.
X4 a partir da posição errada. Tentar um X4 a partir do fundo do campo (da linha de serviço e para trás) resulta quase sempre em erro. O X4 requer uma posição perto da rede — 2-3 metros. De posições mais recuadas, é preferível jogar uma bandeja ou víbora.
Topspin insuficiente. Um smash plano contra a parede de fundo frequentemente dá ao adversário um ressalto confortável. O topspin é a chave para que a bola “acelere” após o ressalto e se torne impossível de jogar.
Excesso de força. Tentar bater com força absoluta máxima leva à perda de controlo. A bola pode sair, atingir a parede lateral sem ressaltar, ou simplesmente ser imprecisa. O controlo é mais importante do que a potência absoluta.
Bater na bola em queda. O ponto de contacto ideal é no pico da trajetória da bola ou ligeiramente depois. Bater numa bola que já caiu significativamente reduz o ângulo de ataque e a eficácia.
Ignorar o posicionamento dos adversários. Um smash para o centro do campo quando ambos os adversários estão no centro é frequentemente devolvido. Considere as posições dos adversários: bata para espaços abertos ou vise direções de X3/X4.
Relaxar após o smash. Nem todos os smashes são winners. Especialmente no padel, onde as paredes permitem devoluções de pancadas mesmo potentes. Esteja preparado para a bola seguinte imediatamente após o smash.
Segundo a PadelMBA, analisando jogos profissionais:
Smash com alimentação manual. Um parceiro lança bolas à mão a uma altura de 3-4 metros, a uma distância de 3 metros da rede. Execute smashes visando uma zona específica do campo. 3 séries de 10 bolas.
Topspin contra a parede. Posicione-se a 3-4 metros de uma parede e execute smashes com topspin, observando como a bola ressalta. Uma bola com bom topspin acelera acentuadamente para cima após o ressalto.
X3 ao alvo. Coloque um alvo (cone ou toalha) perto da saída lateral do campo. Um parceiro alimenta bolas; o objetivo é executar um X3 para que a bola saia pela parede lateral perto da zona-alvo.
Smash com tomada de decisão. Um parceiro alimenta lobs de profundidades variadas. O jogador toma a decisão: lob curto = smash, médio = víbora, profundo = bandeja. Isto desenvolve o pensamento tático e a seleção de pancadas.
Acompanhamento em jogo. Em condições de jogo 2v2, acompanhe cada smash: finalizou o ponto? Se não, o que poderia ter sido feito melhor? Manter um registo mental melhora a tomada de decisão ao longo do tempo.
A luz é gratuita. Mas alguém tem de limpar a lanterna.
☕ Apoiar no Ko-fiO globo, ou lob, é uma pancada defensiva no padel em que a bola é enviada num arco alto por cima das cabeças dos adversários na rede. É a principal arma defensiva, permitindo empurrar os adversários para trás da rede e assumir a iniciativa.
O globo é uma pancada fundamental no padel e, indiscutivelmente, a ferramenta defensiva mais importante no arsenal de qualquer jogador. No padel, onde o controlo da posição na rede é a chave para vencer, o lob é a forma principal de retirar essa vantagem aos adversários.
Situações principais para o lob:
Para o lob básico, uma empunhadura continental ou semi-western funciona bem. A escolha depende de qual pancada se utiliza para executar o lob:
O princípio fundamental: a empunhadura deve permitir abrir a face da raquete para cima, de modo a enviar a bola num arco alto.
A movimentação correta durante o lob é frequentemente subestimada:
Trajetória do Lob (Balão)
O lob básico para iniciantes:
Uma técnica avançada:
A escolha da direção é um elemento tático fundamental:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] Aos iniciantes recomenda-se jogar 70-80% dos lobs cruzados. Esta é a opção mais segura e eficaz. À medida que o nível melhora, pode adicionar lobs paralelos para variedade e fins táticos.
Lob demasiado curto. O erro mais perigoso. Um lob curto é um presente para os adversários: um smash ou víbora fácil. É preferível ultrapassar a parede de fundo (fora) do que oferecer uma bola fácil na rede. A altura é aliada.
Altura insuficiente. Muitos iniciantes têm receio de bater alto e jogam lobs que os adversários facilmente intercetam ao nível da cabeça. A bola deve passar bem acima dos braços estendidos dos adversários — pelo menos 1-1,5 metros acima.
Lob sem avançar. O lob não é apenas uma pancada mas também uma ferramenta tática para transitar para a rede. Se jogar um bom lob mas permanecer na parede de fundo, desperdiçou metade do seu valor.
Mesma direção sempre. Se consistentemente envia lobs para o mesmo sítio, os adversários irão adaptar-se. Alterne entre cruzado e paralelo; varie a profundidade.
Pânico sob pressão. Sob pressão na rede, muitos jogadores tentam conduzir a bola baixa (e cometem erros) ou jogam um lob fraco. Lembre-se: em situações de pressão, um lob profundo é quase sempre a melhor escolha.
O globo não é meramente uma pancada defensiva. É um elemento central do sistema tático do padel:
Lob para a zona. Marque o terço traseiro do campo com cones. Um parceiro na rede joga vóleis; responda apenas com lobs. Objetivo: 7 em 10 lobs aterram na zona.
Cruzado vs paralelo. Um parceiro indica a direção (“cruzado!” ou “paralelo!”) antes de cada pancada. Execute o lob na direção indicada. Isto desenvolve o controlo direcional.
Lob + transição. Jogue um lob a partir do fundo do campo, depois corra imediatamente para a rede e jogue a bola seguinte como vólei. Isto treina a sequência de transição lob-rede.
Calibração de altura e profundidade. Estique uma corda ou fita a 4 metros de altura através do campo (à altura da parede de fundo). A tarefa é bater a bola por cima da corda de modo a que aterrre antes da parede de fundo. Isto calibra a perceção de altura.
Lob sob pressão. Dois jogadores na rede atacam continuamente (vóleis, bandejas); dois jogadores no fundo defendem utilizando apenas lobs. Objetivo: aguentar 2 minutos usando apenas lobs.
A luz é gratuita. Mas alguém tem de limpar a lanterna.
☕ Apoiar no Ko-fiA víbora é uma pancada aérea agressiva no padel com efeito lateral intenso (sidespin). Após o ressalto, a bola desvia em direção ao vidro lateral, tornando a devolução extremamente difícil para o adversário.
A víbora é uma pancada intermédia entre a bandeja e o smash. É mais agressiva do que a bandeja, mas mais segura do que o smash, e constitui uma das ferramentas mais eficazes para exercer pressão sobre os adversários.
Situações para a víbora:
O nome “víbora” significa “víbora” (cobra) em espanhol — a pancada, tal como uma serpente, torce e muda de direção após o ressalto.
A víbora utiliza uma empunhadura continental, a mesma da bandeja e das restantes pancadas aéreas. No entanto, o pulso desempenha um papel muito mais ativo na víbora — é o movimento de pulso no momento do contacto que confere à bola o seu efeito lateral característico.
Alguns jogadores avançados ajustam ligeiramente a empunhadura na direção de uma eastern de direita para potenciar o sidespin, mas isto é individual e requer prática significativa.
Para mais informações sobre empunhaduras, consulte Empunhaduras da Raquete de Padel.
A movimentação para a víbora é em grande parte semelhante à da bandeja, com algumas nuances fundamentais:
Trajetória da Víbora
A trajetória da víbora é fundamentalmente diferente da bandeja:
Potência em vez de efeito. O erro mais comum é tentar bater o mais forte possível. A eficácia da víbora provém da qualidade do efeito, não da potência. Uma bola com bom sidespin, mesmo a velocidade moderada, cria muito mais problemas para o adversário.
Seleção errada da bola. A víbora não funciona em todos os lobs. Se a bola está demasiado alta e profunda, uma bandeja ou um recuo para smash é a melhor opção. Se a bola está na zona de batida perfeita, finalizar com um smash é preferível.
Ação de pulso insuficiente. Sem um movimento de pulso ativo, a víbora torna-se uma bandeja fraca — sem o efeito necessário, a bola não desvia para a parede lateral.
Direção errada. A víbora é mais eficaz quando batida para zonas específicas. A bola deve aterrar de modo a desviar para o vidro lateral após o ressalto. Isto requer compreensão da geometria do campo e dos ângulos de ressalto.
Perda de posição. Tal como na bandeja, é necessário recuperar imediatamente para a rede após a víbora. Permanecer na zona traseira anula a vantagem obtida com uma pancada bem executada.
A escolha entre víbora e bandeja é uma das decisões táticas fundamentais na rede:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] Recomenda-se aos iniciantes e jogadores intermédios que dominem primeiro a bandeja a um nível consistente antes de passarem para a víbora. Tentar jogar víboras sem uma bandeja confiante leva a um elevado número de erros.
Movimento de pulso estático. Sem bola: posicione-se na posição de pancada aérea e execute repetidamente o movimento de pulso, simulando o contacto. Isto desenvolve a memória muscular para o movimento de pulso — o elemento-chave da víbora.
Víbora contra o vidro lateral. Um parceiro alimenta bolas acima da cabeça; o objetivo é executar uma víbora de modo a que a bola atinja o vidro lateral após ressaltar no chão. Comece a 2-3 metros atrás da rede. Alvo: 5 em 10 bolas no vidro.
Alternância bandeja-víbora. Um parceiro alimenta lobs; alterne entre bandeja e víbora a cada bola. Isto desenvolve a capacidade de alternar entre pancadas e escolher a opção correta.
Víbora com controlo de zona. Divida o campo em zonas: canto esquerdo, centro, canto direito. Pratique víboras para cada zona, prestando atenção ao ângulo do ressalto em direção à parede lateral.
Integração em jogo. Em condições de jogo 2v2, procure conscientemente oportunidades para a víbora. Após cada peloteo, avalie: Foi o momento certo? A bola desviou eficazmente para o vidro?
A luz é gratuita. Mas alguém tem de limpar a lanterna.
☕ Apoiar no Ko-fiA chiquita é uma pancada baixa e suave no padel, direcionada aos pés dos adversários junto à rede. É uma pancada de transição fundamental que permite assumir a posição na rede e passar da defesa ao ataque.
A chiquita é uma das pancadas táticas mais importantes no padel. O nome vem do espanhol “chiquita” (pequenina), que descreve perfeitamente a essência da pancada: pequena, suave, mas taticamente poderosa.
Situações principais para a chiquita:
A chiquita obriga o adversário a jogar um vólei abaixo da cintura (de baixo para cima), dando a oportunidade de tomar a iniciativa: um vólei fraco é a oportunidade para atacar.
A chiquita utiliza uma empunhadura continental ou semi-western:
O elemento-chave: a face da raquete deve estar ligeiramente aberta (inclinada para trás/para cima). Isto permite que a bola passe a rede num arco baixo e depois caia rapidamente.
A movimentação durante a chiquita é criticamente importante porque a pancada está inseparavelmente ligada ao movimento para a frente em direção à rede:
Trajetória da Chiquita
A chiquita ideal tem uma trajetória característica:
Potência excessiva. O erro mais comum. A chiquita é uma pancada suave. Se bater com força, a bola sobe demasiado alto, dando ao adversário um vólei confortável ao nível do peito. A suavidade é a chave do sucesso.
Chiquita com adversários junto à rede. Se os adversários estão exatamente junto à rede (a menos de 1-1,5 metros), a chiquita é ineficaz — irão intercetar a bola antes de ela cair aos seus pés. Neste caso, utilize um lob.
Sem aproximação à rede. Uma chiquita sem avançar para a rede é uma pancada meio desperdiçada. Mesmo que a chiquita esteja bem executada, permanecer no fundo devolve a iniciativa ao adversário. Avance sempre após a pancada.
Previsibilidade. Se jogar a chiquita sempre a partir da mesma posição, os adversários começarão a antecipar e a intercetar a bola cedo. Alterne a chiquita com lobs e outras pancadas.
Bater na rede. Ao procurar uma trajetória baixa, é fácil exagerar e bater na rede. Certifique-se de que a face da raquete está suficientemente aberta e o movimento é direcionado para a frente e ligeiramente para cima.
A chiquita atinge o seu pleno potencial em combinações táticas:
A combinação básica:
Padrão de alternância:
Tática avançada:
Chiquita sobre a rede. Posicione-se na linha de serviço com um cesto de bolas. Execute chiquitas sobre a rede, visando que a bola aterrre na zona 1-2 metros além da rede. Isto calibra a suavidade da pancada e a perceção de distância.
Chiquita + movimento para a frente. Um parceiro alimenta a bola para o fundo do campo. Execute uma chiquita e avance em direção à rede, onde joga a bola seguinte como vólei. Repita 10 vezes, depois troque de papéis.
Alternância lob-chiquita. Um parceiro posiciona-se na rede. Alterne: uma pancada é um lob, a seguinte é uma chiquita. Isto desenvolve a capacidade de alternar entre pancadas e manter os adversários em dúvida.
Chiquita ao alvo. Coloque uma toalha ou cone 1,5-2 metros atrás da rede. Execute chiquitas visando o mais próximo possível do alvo. Objetivo: 6 em 10 bolas a menos de 1 metro do alvo.
Foco em jogo. Em condições de jogo 2v2, defina um objetivo: cada vez que jogar uma chiquita, deve avançar para a rede. Avalie após cada peloteo: Avancei após a bola? Consegui assumir a posição na rede?
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☕ Apoiar no Ko-fiAs paredes não são obstáculos — são ferramentas. A capacidade de ler os ressaltos e utilizar as paredes transforma uma limitação numa vantagem e distingue o padel de qualquer outro desporto de raquete.
O jogo nas paredes é o que torna o padel um desporto único. De acordo com as regras de jogo nas paredes, após a bola tocar no chão do lado do jogador, pode ressaltar em qualquer parede e continua em jogo. Isto cria uma dimensão inteiramente nova na estratégia: pancadas que seriam “mortas” no ténis permanecem vivas no padel.
Para os iniciantes, as paredes tornam-se frequentemente uma fonte de confusão. A bola voa em direção à parede e instala-se o pânico — não se consegue prever onde vai ressaltar, quando bater, ou o que fazer. Mas o princípio fundamental é simples: há mais tempo do que se pensa. A bola abranda após cada ressalto, e a parede dá efetivamente tempo extra para preparar a pancada seguinte.
O vidro de fundo é o tipo mais comum de ressalto nas paredes. O adversário bate uma bola profunda, a bola ressalta no chão e atinge a parede de fundo.
Como a bola se comporta:
Como jogar:
[OPINIÃO DE ESPECIALISTA] Os iniciantes frequentemente tentam bater na bola entre o chão e a parede, no momento em que ainda se dirige para a parede. Isto quase sempre resulta em erro. A regra: se a bola se dirige para a parede — deixe-a ressaltar. A única exceção é uma bola com efeito muito fraco que pode “morrer” contra a parede.
O vidro lateral cria ressaltos mais complexos porque a bola muda de direção horizontalmente.
Princípio básico: o ângulo de incidência é aproximadamente igual ao ângulo de reflexão. Uma bola que chega à parede lateral a 45 graus ressaltará aproximadamente no mesmo ângulo na direção oposta. No entanto, o efeito na bola pode alterar significativamente este ângulo:
Como jogar:
O tipo mais desafiante é o ressalto combinado, em que a bola contacta múltiplas paredes em sequência. A combinação mais comum é parede de fundo seguida de parede lateral (ou vice-versa).
Parede de fundo para parede lateral:
A bola ressalta na parede de fundo, move-se para a frente e para o lado, e depois contacta a parede lateral. Após o duplo ressalto, a bola tipicamente acaba no centro do fundo do campo, a mover-se lentamente e a uma altura confortável. Este é um dos melhores momentos para um contra-ataque.
Parede lateral para parede de fundo:
Uma bola que chega num ângulo acentuado contacta primeiro a parede lateral e depois a parede de fundo. Este ressalto é mais difícil de ler porque a bola muda de direção duas vezes. O fundamental é manter a calma e deixar a bola completar ambos os ressaltos.
Dica prática: durante o treino, peça ao parceiro que bata bolas para o canto do campo (onde a parede lateral encontra a parede de fundo). Observe a trajetória sem tentar bater. Simplesmente habitue-se ao comportamento da bola. Após 15-20 minutos desta prática, começará a sentir intuitivamente para onde a bola vai.
O posicionamento correto durante o jogo nas paredes representa 90% do sucesso. Eis as regras fundamentais:
Após jogar a partir da parede de fundo, procure posicionar-se a 1,8-2,5 m da parede de fundo, ou avance em direção à rede se a qualidade da pancada o permitir.
A luz é gratuita. Mas alguém tem de limpar a lanterna.
☕ Apoiar no Ko-fiO drop shot é uma pancada enganadora que transforma a posição agressiva do adversário numa corrida desesperada em direção à rede. Finesse, timing e dissimulação são as chaves desta pancada.
Princípio tático: o drop shot funciona como elemento surpresa. Utilize-o com parcimónia.
Continental (“empunhadura de martelo”) — a mesma utilizada para o vólei.
Trajetória do Drop Shot
Após o drop shot, avance como faria após uma pancada de aproximação:
O parceiro deve estar preparado para cobrir um possível lob de contra-ataque ou uma pancada passante.
| Tipo | Descrição | Quando |
|---|---|---|
| De direita | Mais natural para a maioria dos jogadores | Na rede, bola à direita |
| De esquerda | Mais difícil, requer mais prática | Na rede, bola à esquerda |
| A partir da bandeja | Dissimulado como bandeja → drop | Lob de altura média |
| Cruzado | Mais ângulo e distância para o adversário cobrir | Adversários no canto |
Uso excessivo. Três drop shots seguidos = o adversário está à espera. Alterne com pancadas profundas.
Sem dissimulação. Se a preparação difere da de um vólei, o adversário lê a pancada.
Força excessiva no contacto. O drop shot = delicadeza. A bola deve mal passar a rede.
Distância errada. O drop shot é eficaz a partir da rede ou do meio do campo, não a partir da linha de fundo.
Sem movimento para a frente. Se ficar parado após o drop shot, o adversário devolve a bola e fica em situação defensiva.
Drop shot ao alvo. Coloque uma toalha atrás da rede. Execute drop shots a partir da posição na rede. Objetivo: 7 em 10 bolas na toalha.
Dissimulação. O parceiro posiciona-se do lado oposto; alterne um vólei firme e um drop shot com preparação idêntica. O parceiro indica quando conseguiu ler a pancada.
Drop → vólei. Execute um drop shot, avance imediatamente. O parceiro devolve; finalize com um vólei. 10 peloteos.
Sequência tática. Lob → lob → lob → drop shot. Objetivo: o adversário habitua-se a bolas profundas e não espera o drop.
A luz é gratuita. Mas alguém tem de limpar a lanterna.
☕ Apoiar no Ko-fiO adversário salta e executa um smash. A tarefa não é entrar em pânico, mas ler a pancada e escolher a resposta certa: bloco, lob de reposição ou contra-ataque.
A defesa contra o smash assenta em três elementos:
Plano por defeito: “Um passo da parede, raquete à frente, primeira resposta — bloco.” Quando se tem uma resposta por defeito, a mente mantém-se calma.
| Preparação do adversário | Pancada provável |
|---|---|
| Armamento alto, braço estendido | Smash potente |
| Preparação curta | Drop shot ou bandeja |
| Desequilibrado, inclinado para trás | Lob defensivo ou devolução suave |
| Preparação com ênfase no pulso | Rulo ou víbora com sidespin |
| Preparação lenta e relaxada | Pancada controlada |
Regra: leia o lob cedo e desloque-se rapidamente — antecipe, não se limite a reagir.
A resposta com maior percentagem de sucesso contra smashes fortes e baixos.
Se o smash não é um winner limpo e há tempo:
Apenas quando o smash é de velocidade média e a bola fica a uma altura confortável:
Smash forte/baixo → bloco. Tempo e equilíbrio → lob. Velocidade média, bola alta → contra-ataque.
Após um smash, a bola frequentemente ressalta na parede de fundo ou lateral. Esta é a oportunidade:
Ficar encostado à parede. Sem espaço para o armamento. Um passo de distância.
Pânico. O smash parece mais assustador do que é. A maioria dos smashes pode ser tratada com um bloco.
Tentar contra-atacar tudo. Contra-ataque apenas em smashes médios. Smash forte = bloco.
Ficar de pé direito. Uma postura baixa proporciona melhores reflexos e estabilidade.
Ignorar as paredes. Uma bola que ressalta na parede é tempo extra. Utilize-o.
Exercício de bloco. O parceiro executa smashes a partir da rede; posicione-se na parede de fundo e bloqueie. 20 bolas, foco em mãos suaves.
Leitura → escolha. O parceiro alterna smashes fortes, bandejas e drop shots. Escolha a resposta: bloco, lob ou contra-ataque. 15 bolas.
Jogo na parede. O parceiro bate bolas contra a parede de fundo; jogue após o ressalto. 10 bolas de cada lado.
Defesa em jogo. 2 contra 2, um par ataca exclusivamente com smashes, o outro defende. Objetivo: manter a bola em jogo durante 3+ pancadas após o smash.
A luz é gratuita. Mas alguém tem de limpar a lanterna.
☕ Apoiar no Ko-fiPara além da bandeja e da víbora encontram-se as pancadas que elevam o jogo ao nível de elite: o rulo, o gancho e o kick smash. Cada uma resolve um problema tático específico.
Uma pancada aérea suave com topspin e sidespin direcionada ao vidro lateral do adversário. Do espanhol “rulo” = “rolo.”
O Rei do Rulo: Franco Stupaczuk (Stupa) — o mestre reconhecido desta pancada.
Bater com demasiada força. O rulo é sobre efeito, não potência.
Uma pancada aérea em gancho utilizada quando um lob voa sobre o ombro não dominante (esquerdo para destros) e não há tempo para rodar e executar um smash ou bandeja.
Um smash com topspin em que a bola muda de direção após ressaltar no chão e na parede de fundo, a saltar para cima. A versão suprema — X3 (por tres): a bola sai do campo por cima da parede lateral de 3 metros.
O kick smash é sobre topspin, não potência. Um equívoco comum: a força bruta resolve. Na realidade, o kick smash exige finesse, timing e efeito.
| Pancada | Objetivo | Velocidade | Efeito | Quando |
|---|---|---|---|---|
| Rulo | Controlo e posição | Suave | Lateral + topspin | Bola atrás do corpo |
| Gancho | Manter a rede | Média | Depende da situação | Lob sobre o ombro fraco |
| Kick Smash | Ganhar o ponto (X3) | Média-forte | Topspin | Lob alto com tempo |
Rulo na parede. Lance a bola e execute um rulo no vidro lateral. Observe o ressalto. 20 repetições.
Gancho a partir de lançamento. O parceiro lança a bola sobre o ombro esquerdo; execute o gancho. 15 repetições.
Kick smash ao alvo. Coloque um cone a ~1 m antes da linha de serviço. Execute kick smashes a visar essa zona. 10 em 15 = bom.
Rotação em jogo. 2 contra 2, o par atacante alterna rulo, gancho e kick smash. Objetivo: alternância confiante entre pancadas.
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☕ Apoiar no Ko-fi